Anterior
Próximo

(Omara)vilha

Foi-se mais um José, depressa, sem pressa, no seu embalo, sozinho. No açoite da noite partiu sem aviso. Agora o riso é raso por causa do causo do acaso de Omara. E até me entalo com a tristura que tritura, que dói, calo que machuca tanto, tanto que me calo. Não era qualquer Zé, desses que atravessam o “rio da vida” sem antes (omara)vilhar a gente com seu abalo. Era redemoinho, maremoto um eviterno afoite,

Leia mais »

Incompletude poética

Não deu tempo de entregar em vida a sua poesia E aquele mote, que tanto nos ins(pirava), também era incompletude rara É verdade mesmo, todo José vira Zé um dia Mas, como sempre dizíamos, “nem todo Zé é Omara” Único, querido, amado por uma cidade inteira que hoje se cala e chora sua partida repentina E agora, como iremos preencher o excesso de tantos vazios deixados por você? A morte, como uma sombra silenciosa, chegou

Leia mais »

Temporal(idades)

Temores trazem tristezas Ternura tritura trivial(idade) Tudo tem temporalidade Trucida todas tibiezas Tremores Torturas Tonturas Tumores Tenhas tu teimosia Transbordas tenacidade Trans(pires) tranquilidade Trilhas tu-a travessia Tropeças Trunfos Teças Triunfos Transcendas tombos, tumbas, topos Torna-te tesouro, templo Transverberes temperança, traços, tropos Transforma-te todo tempo.

Leia mais »

ACERVO Curaçaense: João Mattos e a Descrição Histórica e Geográfica de Curaçá; conheça a obra

O que seria da nossa história sem João Mattos e o seu magnífico trabalho, a “Descripção Histórica e Geographica do Município de Curaçá”? A genial obra foi inicialmente apresentada no 5° Congresso Brasileiro de Geografia, que aconteceu em Salvador/BA, nos idos de 1916, e, 10 anos mais tarde, foi publicada em formato de livro. A sua pesquisa foi unanimemente aprovada pela comissão avaliadora e o relator do parecer disse: “Mattos discorre com habilidade e argúcia

Leia mais »

Sonha(dor)

Sempre (sonha)va sozinho (suplica)va (sangra)va (surta)va   Sua sina, sabe(dor)ia sem soberba sem subversão sem sofisma   Sereno, sus(pirava) sutileza seu sonho sa(lutar) (suscita)va sua saga   Sujeito s(em) sorte sentia-se (supér)fluo sub(estimava-se)   Ser subsistente, sublime segue sonh(ando) superando sacrifí(cios)   Sensato (sob)re sua (serve)ntia sabe (ser)vir sem sovinagem Ser (sol)idário, sobre-humano   Solitário, saboreia sua solitude Simpló(rio), simpático Singular, “santidade”   Sú(dito), sofre(dor) Súbito, sabe(dor) So(lícito), servi(dor) Sólito, sonha(dor) Escute a versão musical

Leia mais »

Aldravias

I anoitece ávida quimera amanhece vida severa II ternura atura amarguras bravura satura agruras III naquela dose de aldravia epifania havia IV tanto bem-dizia quando bebia daquela poesia   Escute a versão musical das aldravias gerada por IA (via I Love Song)  

Leia mais »

Amores

Amor apraz, atroz Amor audaz algoz Amor amigo Abraço apertado Amor abrigo Alguém acobertado Amor atemporal, absoluto Antes, após, agora Amor através, atributo Alento assim, aflora Abaixo, alicerce Aquém Acima, ápice Além Apressado, atrasado Atrevido, afetado Arranjado, alegado Adormecido, acordado Amor assim, apego Apelo, apreço Afago, aconchego Amor assim, apeteço   Escute o texto musicado por IA (via I Love Song)

Leia mais »

Poesia a “Bel”-prazer

És a alteza distinta da minha monarquia Onde sou “rei”, súdito e escudeiro fiel Nasceste pura num mundo caótico Princesa Ameerah, con(sagrada) Ysabel És a obra-prima insígnia e esplêndida do “artista” imperfeito e (im)pecável O bálsamo que adoçou o ar de meu viridário com a brandura do mais suave e doce mel A vida, em tempo soturno, te trouxe intrépida Car(regada) pela história num grande laurel Enalteço-te, rainha; curvo-me, santa; herdeira/protetora de mim Do meu

Leia mais »

Curaçá na esteira no tempo; veja trecho da entrevista de Dona Marlene Torres ao Acervo Curaçaense

Nesta entrevista, dona Marlene Torres contou histórias do seu tempo ao jornalista Luciano Lugori e à professora Deize Carvalho. O vídeo abaixo é apenas um trecho para “degustação” da conversa que durou quase uma hora. O encontro aconteceu na Praça Dona Feliciana, no Centro Histórico de Curaçá, ao lado da Igreja Matriz. A versão completa da entrevista logo estará disponível no Canal do YouTube da Acervo, instituição responsável pelo resgate e salvaguarda de memórias sobre

Leia mais »

Jeovane: um pequeno acróstico sobre os enigmas da vida e da morte

Jaz outro corpo morto na escuridão e na solidão da sepultura Enterrado e impelido pelo tempo – o senhor de tudo – atroz e fugaz Ontem ainda no prélio, na lida pela vida; hoje já desvenecido, vencido, ido numa ida comovida Viveu pouco, viveu muito, morreu todo, morreu nada Ainda perdurará vivaz, pois fará residência nas nossas reminiscências, lembrado pela sua luta impávida Naquele sorriso fácil, no abraço caloroso, nas canções que você compôs, nas

Leia mais »

Um bom fim para um bom (re)começo: uma crônica sobre as “ironias” da política 

Passadas as eleições, escorrem pelo rosto as lágrimas com o gosto de alegria pelo triunfo, de tristeza pelo revés, de alívio pelo suplício e de êxtase pela (des)esperança “Curaçá vai retroceder”, dizem/torcem os derrotados; “Curaçá vai avançar”, almejam/profetizam os vitoriosos que fizeram a (des)necessária e legítima mudança E vida que segue, sempre em frente, queiramos ou não, o tempo (s)urge, não admite mais atrasos/retrocessos e exerce com a maestria dum rei a sua pujança Insultos

Leia mais »

Aviso aos navegantes

O conteúdo deste site reúne os mais variados tipos de trabalhos – na maioria das vezes – produzidos por mim mesmo (Lugori). Em algumas ocasiões, poderei compartilhar, quando autorizado, produtos/criações de terceiros/parceiros/amigos. Aqui você irá encontrar uma compilação, dentre outras coisas, de textos acadêmicos, rabiscos poéticos, opiniões, crônicas, artigos, polêmicas, reflexões, fotografias, músicas e vídeos sobre diversos assuntos, na sua maior parte voltados para temas que envolvem, principalmente, Curaçá, seu povo – em especial os “desimportantes” –, e suas histórias/memórias.

Apesar de não ser um website criado para fins noticiosos, em alguns momentos – digo, quando eu achar pertinente – serão publicadas matérias que sejam de interesse público (e meu também, é claro!), prezando sempre pelos princípios e pela ética do/no jornalismo, como preconizado pela legislação e pelos códigos nacionais e internacionais que regulamentam a profissão.

Neste espaço serão divulgadas minhas ideias (e de outrem) e outras coisas desinteressantes, mas sem a pressão de ninguém e sem a ligeireza desnecessária dos tempos atuais, pois aqui eu faço tudo sempre na minha cadência, sem papas na língua e sem amarras/conluios, sobretudo, de/com “políticos”. Aqui é, de fato, um espaço independente e de “liberdade”, ao menos da minha.

Por fim, se algo aqui for interessante para você, fique à vontade para comentar, sugerir, criticar, elogiar e compartilhar com outras pessoas. Se possível, de vez em quando, retorne por aqui para acompanhar/ver novas publicações.

Abraços cordiais do autor/editor, que é apenas um mero desimportante.

Arquivos do Site

por mês/ano
por categoria

Sigam-me os bons!

Comments Box SVG iconsUsed for the like, share, comment, and reaction icons
Participei hoje pela manhã da primeira reunião com os novos membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) e fui escolhido pelos segmentos (do governo e da sociedade civil) para conduzir o referido colegiado pelos próximos dois anos.

Na última gestão do Comdema, eu havia sido conselheiro como um dos representantes do @saaecuraca, entretanto, na atual composição, cuja a diretoria foi eleita hoje, estou como uma indicação do @sindaeba, que, juntamente com o @strdecuraca, dividirá a cadeira das entidades sindicais com atuação em Curaçá.

Agora é trabalhar/cobrar dentro do que exige a Lei, propor/promover mais ações de educação ambiental, buscar (com meios próprios) fiscalizar empreendimentos, estruturar/aparelhar o Conselho, além de rever, com a ajuda de um corpo técnico jurídico, alguns dispositivos legais que nos darão suporte para que possamos ajudar a defender e proteger o nosso meio ambiente.

Aproveito o ensejo para parabenizar @elieusinarodrigues, que tão brilhantemente presidiu o Comdema nos últimos anos e que, pela experiência acumulada, continuará sendo importante nessa luta juntamente com os/as demais conselheiros/as.

Vamos pra cima!!!

#lucianolugori
#comdemacuraçá
#meioambiente
Isso não é um desabafo

Não, eu não sou o "rei". Não foi isso que sonhei quando criança. Jamais quis súditos aos meus pés, à sombra da minha própria lei.

Se pensa(m) assim de mim e ainda jura(m) que me conhece(m) como a palma de suas próprias mãos, lamento dizer, ainda tenho tantos mistérios, e eles são tão profundos, que não poderiam ser decifrados, nem mesmo pelo mais famigerado quiromante apenas por uma leitura superficial das minhas linhas sinuosas e enigmáticas. Nem eu mesmo me conheço direito. Surpreendo-me com cada alter ego meu. 

Não, eu não sou o "dono" da verdade e nem quero criar/impor uma, mesmo que, em alguns momentos de deslize, minhas atitudes impetuosas, absortas e travestidas de absurdos, apelem para isso.  De jeito nenhum sou aquilo, nem aquela pessoa que, já inebriada de convicções, mas sem intenção de maldade, vomita o fel e destila o ódio por sobre as pessoas ao redor.

Sou apenas um errante como qualquer um, e logo me compunjo, me castigo pelos meus "desvios", e, ainda que eu aparente ser uma fortaleza, meus muros sempre estremecem (mas não caem) quando o terremoto da realidade do dia seguinte chega querendo me derrubar.

Sim, eu sou assim. Desse jeito, mas do meu jeito e não aceito e nem me permito ser outra pessoa e perder minha verdadeira essência apenas agradar alguém. Isso é ruim? Talvez seja! Mas não posso ser a mudança que não é minha. Então, me calo, reflito. E mudo, eu mudo! 

Sou um homem que chora as dores sem nenhuma vergonha, que cobra amor e atenção, que ri, que lastima, que xinga, que roga, que tem fé, que acredita e se ampara numa força maior e divina, que tem um d'eu's imanente, que vive entre céu e o inferno, que abomina falsidade e que é leal. Não abro mão da lealdade aos amigos, mesmo quando me sinto traído e injustiçado por alguns deles. Não negligencio uma amizade que considero verdadeira.

Sim, eu sei dos meus defeitos. Ele são meus e os conheço muito bem. Eu poderia fazer uma lista enorme deles aqui: sou chato pra caramba, por vezes sou tão insuportável que nem eu mesmo me aguento, quando ébrio me exponho ao ridículo em várias situações, quando sóbrio, também.

Portanto, não perca(m) tempo tentando jogar isso na minha cara. Sei que, às vezes eu machuco quem não deveria ser machucado por nada nesse mundo, inclusive minha mãe. Mas quer saber de uma coisa: esse sou eu. Sou exemplo para alguém? Não! Claro que não. Aliás, não para quem não me compreende verdadeiramente. E eu não farei esforço nenhum para que isso ocorra. E assim vou vivendo, quer dizer, morrendo um pouco a cada dia que se passa. Morrendo por fora e (re)nascendo por dentro, melhorando, tentando ser uma pessoa melhor do que fui ontem. Portanto, não me deseje(m) solidão na velhice. Eu odiaria viver/ficar/morrer sozinho.

E sim, eu vou errar de novo para aprender novas lições e depois cometer novos erros novamente e novamente e novamente. Mas tenho um coração que sofre e que precisa se  libertar das toxinas do passado, do presente e evitar as do futuro, por isso escuso quem já me fez/desejou o mal, e também peço sinceras desculpa(s) a todos que, por ventura, num dado momento de euforia, enquanto eu enlouquecia e não escutava ninguém, quando estava discutindo sobre política, religião, futebol, música ou outro assunto que sequer lembro, eu tenha mandado "se lascar", "tomar no cu", "ir à porra", "chupar meus ovos" ou tomado qualquer outra atitude que de alguma forma os desagradou/decepcionou/machucou.

Lugori é foda mesmo! Estraga tudo em segundos (isso é outro defeito meu), mas ele também sabe transformar a dor, o medo, o ódio e o sofrimento em poesia. E poesia é amor. E eu amo do meu jeito. Do meu jeito rebelde, revolucionário e louco, por isso desejo amizades fortes, capazes de resistir às grandes "tempestualidades".

Isso não é um desabafo, é um ato de coragem, é uma concessão de perdões múltiplos a quem ainda não me pediu e, mais que isso, é a minha própria súplica de perdão a todos vocês que um dia já magoei.

A vida é tão bela e tão breve que não vale a pena carregar pesos desnecessários. Quero seguir meu caminho mais leve, com minha saúde física e mental em dia e com meu coração aliviado, sem mágoas e em paz.

Lugori
(Errante, enigmático e sui generis)

#lucianolugori 
#perdãoliberta
Lutar sempre!

#lucianolugori
Poetrio
(Lugori)

Trinca, triverso, terna trindade
Com corpo, alma e espírito
Laço sagrado, terso e eterno

(Dedicado à amizade valiosa de Murilo Melo e Kley Nunes)

#lucianolugori 
#clorofilapoética
#poetrix
#poetrio
Twitter feed is not available at the moment.

compartilhe

Recanto das letras

Conheça meu perfil

Veja mais Postagens

“A tarefa primeira do jornalista é garantir o direito das pessoas à informação verdadeira e autêntica através de uma dedicação honesta para realidade objetiva”.

Princípio II do Código de Ética Internacional

Galeria dos ''Desimportantes''