
Rotineira
(des)esperança in(vadia) agia ad(ia) havia há dia que judia ardia que podia e fodia que incendia e ascen(dia) o meu dia

Uma ode ao Meio Ambiente
Eu estava lá e vi, naquele proscênio acadêmico, uma moça de vermelho e foi tão estranho, parecia até coisa de c’inema’ a(u)tuava, defendia e fazia o papel de “advogado do diabo”, como se de outrem fosse um aparelho que f(ode), que não goza, e tenta contornar cada/todo problema Como é que p(ode), meu irmão? Coitado do meio ambiente, está fodido mesmo Sob a égide da lei, silenciam/licenciam tudo: a serra, a terra, expl(ode)m do céu

Pa(lavra)
Gosto das palavras da palavra escrita da palavra dita da não dita/desdita da bendita e até da maldita da palavra que nomeia da palavra que permeia da que incendeia da que guerreia e daquela que semeia da palavra que lava da palavra parva da que arva da que en(crava) e também da pa-larva da palavra de protesto da/na palavra manifesto palavrório funesto num gesto indigesto pras coisas que detesto Gosto mesmo é da palavra que

Pre’faço’-me!
Um convite à “Biosofia: vida e sabedoria” e pra começo de conversa, ofereço-lhe uma dose de aldravia, uma cortesia poética diversa Páginas do decurso da minha vida paridas na metafórica matrix poesia despida, revestida, atrevida prosas, acrósticos, tautogramas, poetrix Um metido a poeta que fez rabisco pra expressar sentimentos, pra falar de amor pra duvidar dos d(eus)es, um grande risco pra questionar o céu, o inferno, a morte, a dor Adentre-se, seja bem-vindo ao meu

Dia de Jaquelline
26 de março, seu dia bem que podia ser feriado ponto vermelho no calendário data sublime evento lendário nasceu Jaquelline meu anjo alado de voo raso de beleza rara luz que “cega” e irradia

V(idas)
Vida, breve trilha dita l(inda) luz que brilha l(ida) in(finda)? Vida, somente ida conceb(ida), esva(ída) par(ida), des(pedida) em prece áv(ida) Vida enigmática revestida de mistérios mentira dogmática soterrada em cemitérios? Vidas d(ádiv)as vívidas dú(vidas)

(Omara)vilha
Foi-se mais um José, depressa, sem pressa, no seu embalo, sozinho. No açoite da noite partiu sem aviso. Agora o riso é raso por causa do causo do acaso de Omara. E até me entalo com a tristura que tritura, que dói, calo que machuca tanto, tanto que me calo. Não era qualquer Zé, desses que atravessam o “rio da vida” sem antes (omara)vilhar a gente com seu abalo. Era redemoinho, maremoto um eviterno afoite,

Incompletude poética
Não deu tempo de entregar em vida a sua poesia E aquele mote, que tanto nos ins(pirava), também era incompletude rara É verdade mesmo, todo José vira Zé um dia Mas, como sempre dizíamos, “nem todo Zé é Omara” Único, querido, amado por uma cidade inteira que hoje se cala e chora sua partida repentina E agora, como iremos preencher o excesso de tantos vazios deixados por você? A morte, como uma sombra silenciosa, chegou

Temporal(idades)
Temores trazem tristezas Ternura tritura trivial(idade) Tudo tem temporalidade Trucida todas tibiezas Tremores Torturas Tonturas Tumores Tenhas tu teimosia Transbordas tenacidade Trans(pires) tranquilidade Trilhas tu-a travessia Tropeças Trunfos Teças Triunfos Transcendas tombos, tumbas, topos Torna-te tesouro, templo Transverberes temperança, traços, tropos Transforma-te todo tempo.

Curaçá: algumas datas importantes
Acesse o link abaixo e veja uma breve linha do tempo com algumas datas importantes para/na história de Curaçá. Clique aqui (apresentação no Prezi)

ACERVO Curaçaense: João Mattos e a Descrição Histórica e Geográfica de Curaçá; conheça a obra
O que seria da nossa história sem João Mattos e o seu magnífico trabalho, a “Descripção Histórica e Geographica do Município de Curaçá”? A genial obra foi inicialmente apresentada no 5° Congresso Brasileiro de Geografia, que aconteceu em Salvador/BA, nos idos de 1916, e, 10 anos mais tarde, foi publicada em formato de livro. A sua pesquisa foi unanimemente aprovada pela comissão avaliadora e o relator do parecer disse: “Mattos discorre com habilidade e argúcia

Sonha(dor)
Sempre (sonha)va sozinho (suplica)va (sangra)va (surta)va Sua sina, sabe(dor)ia sem soberba sem subversão sem sofisma Sereno, sus(pirava) sutileza seu sonho sa(lutar) (suscita)va sua saga Sujeito s(em) sorte sentia-se (supér)fluo sub(estimava-se) Ser subsistente, sublime segue sonh(ando) superando sacrifí(cios) Sensato (sob)re sua (serve)ntia sabe (ser)vir sem sovinagem Ser (sol)idário, sobre-humano Solitário, saboreia sua solitude Simpló(rio), simpático Singular, “santidade” Sú(dito), sofre(dor) Súbito, sabe(dor) So(lícito), servi(dor) Sólito, sonha(dor) Escute a versão musical
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