Ouvi dizer que alguns edis falaram de/sobre mim, aliás, repudiaram a minha atitude na sessão ordinária realizada hoje, pois ficaram importunados (e eu acho isso ótimo, torço para que apareçam mais “elefantes” como eu) com a postagem que fiz a respeito da entrega dos últimos títulos de cidadão curaçaense.
Que coisa, não?! E olha que o texto era de 2014. Imagine a inquietação depois que eu atualizar a publicação.
Teve até “um” certo vereador, um outro certo vereador, um dito “companheiro”, que sugeriu que eu fosse candidato no próximo pleito eleitoral. Noutras palavras, parece que ele quer que eu me torne um deles e faça a correção história, uma espécie de “revogaço de lauréis”. Rapaz, mesmo com a ironia, gostei da ideia. Apesar de eu ter outros planos em mente, vou analisar o cenário político e me articular com o povo, de repente dá certo. E por que não? O sol nasce para todos, não é verdade?
Já conversei pessoalmente com a presidente da câmara e estarei protocolando um ofício solicitando informações sobre as últimas recomendações, bem como a listagem das justificativas e os seus respectivos propositores. Ah, de uns aí vou querer saber da atuação completa durante a(s) última(s) vereança(s) – projetos, indicações, moções etc-, afinal de contas, foram eleitos para representar o povo. Como sou parte do todo, também sou/devo ser representado por eles. Eu vou cobrar isso também.
Muitos curaçaenses, sobretudo os naturais, repudiam é essa falta de critérios, que até existem no papel, assim como a aleatoriedade dessas escolhas e concessões honoríficas. Repito, e até insisto, para que não cometam mais erros, que dizer, injustiças, pesquisem mais sobre nossa história, escutem e respeitem mais a opinião do nosso povo. Pedi isso é ser desrespeitoso?
Quanto a mim, viverei a/na minha desimportância, mas sem abrir mão do meu caráter, dos meus princípios e da minha liberdade de expressão. E não me calarei ante falácias, mesmo que legitimadas pelo gazeteirismo desinteressado.
Sem meias-palavras, não me inclinarei diante o pouco-caso com a memória historiográfica de Curaçá. Já bastam as alegorias do passado que temos que sustentar.
Ops! Há exceções, antes que uns digam que fui agressivo e que generalizei o negócio todo. No momento certo, usarei os artigos definidos. E os nomes virão em caixa alta para não gerar dúvidas. Lembrando que as minhas críticas são às pessoas públicas, aos funcionários do povo.

No mais, não se importem/incomodem comigo, muito menos com os meus textos. Apenas façam o trabalho de vocês, pois cobranças sempre virão.
Com relação à história, ela registrará tudo. O presente de hoje será o passado de amanhã. E eu estarei lá no futuro para contar tudo isso e como realmente aconteceu.
Lugori
(Um curaçaense nato, um desimportante dialógico e um jornalista desoficial, mas com registro na categoria)



