
Entropia poética
A escuri(dão à luz) do dia O clarão no br(eu) da noite A in(diferença) da lua O f(rio) in(tenso) do sol O céu da boca

A escuri(dão à luz) do dia O clarão no br(eu) da noite A in(diferença) da lua O f(rio) in(tenso) do sol O céu da boca

O trabalho do poeta e escritor Luciano Lugori alcançou projeção nacional ao ser contemplado com uma menção honrosa em concurso literário promovido pela Editora Articule.

d(eu)s de(cadente), des(animado) devoro dogmas, doces desatinos desperto disso, des(preparado) dor(avante), domador de destinos des(crente), destarte, disruptivo daqui, diante da dimensão, deveras, disposto, denot(ativo) desejo,

O amor trans(borda), Inunda, afaga, tece sonhos, fantasia, afoga, a(funda). O amor trans(porta), L(eva), entra, despe-se, Penetra, despede-se e (esperma)nece. O amor em transe(a), encla(usura)

E depois, o que seremos? Um quadro pendurado na parede empoeirado pelo tempo? Uma velha lembrança espatifada e já quase apagada da memória? Uma fotografia

Uma mãe forte, como outra qualquer, no corte do parto, pare filho(s), c(hora) feliz no effeuiller la marguerite, bem-se-quis, bem-se-quer su(portara) a dor, numa re(velada)

Um salto no escuro mergulho in(seguro) noutro lado do muro só vejo monturo de coisas que não aturo da dor que não me curo em

O céu estava perfeito noite de in(digesta) aresta de cegueira in(finita) duma in(verdade) funesta colonizada(mente) “mal”dita im(posta) num livro bem feito d’eu’s me livro disso

Vejo um rio que pena, silencio não dou um pio, mas me arrepio o chio da água, grito vazio “cala”-frio, medo cio sua morte (d)enuncio
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Lugori