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Na hora do jantar

Uma mãe forte, como outra qualquer,
no corte do parto, pare filho(s), c(hora) feliz
no effeuiller la marguerite, bem-se-quis, bem-se-quer
su(portara) a dor, numa re(velada) cicatriz

Mas que de tanta(s), des(anda) farta
com infortúnios, ruma preocupada
in(felicidade), o que vier,  já não descarta
talvez culpada, talvez preparada, talvez nada

Uma mãe que sofre e que se alegra
com dores e amores que car(rega)
que a(pela) gratidão, a tudo celebra
“Amor de mãe é diferente”, p(rega)

Mas, ainda que protetora e sábia, lamenta
quando se sente uma ninguém
Um Deus, porém, a sustenta na tormenta
e, em v(ida), es(vai)-se um pouco também

“Mais abraço, mais perdão, mais amor”,
na hora da janta, recl(ama), infl(ama)
e concl(ama) numa “quase-prece” de dor
diante da sagrada família que tanto ama

Bravo, aplausos para essa mulher
uma mãe cheia de garra e de in(certezas)
que silencia bodejos, dá lição e põe talher
pra verdade crua posta/ser(vida) na mesa

uma mãe entristecida, contudo enternecida
ferida pelas tantas decepções vividas
que segue aguerrida, com tudo fortalecida
mesmo estarrecida, co(movida) pelas lidas

e lágrimas es(correm) pelo seu rosto
e des(aguam) até a última dose de sua bebida
e ela desa(prova) o gosto do desgosto
por tanta “coisa” que passa des(percebida) em nossa vida

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Apenas um desimportante que ama Curaçá, sua cultura e seu povo.

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