“Nasci pedindo desculpas ao mundo”, foi o que Paulinho me disse quando eu o entrevistei para o livro “Enquanto Enlouqueço”.
– O que você compreende como loucura, Paulinho? – perguntei
– O problema é que a loucura é a coisa mais difícil de se entender. Creio que quem compreendê-la, entenderá também o sentido da vida. Então, é melhor conhecer Jesus do que entender a loucura, pois se alguém conseguir isso será maior que Ele aqui na terra.
– E você se incomoda quando lhe chamam de louco?
– Até eu me rotulo de louco. Só que eu sou muito louco mesmo.
Após ser expulso do Colégio Dom Bosco, em Petrolina, Paulinho foi estudar no Colégio Marista, em Senhor do Bonfim, em 1966, onde viu escrito na carteira de um interno a seguinte ‘poesia’: “A vida é um navio carregado de merda, navegando num oceano de mijo, soprado por uma tempestade de peido”. Paulinho diz não saber o autor de tal pensamento, mas agora faz questão de reivindicar a autoria daquilo que ele acredita ser a vida.
(Trecho do capítulo que conta a história de Paulinho de Aidil, “o pensador do mundo”)
Publicado originalmente em 17/02/22, mas a entrevista foi realizada em 2014.
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