Dizem que todo casal deveria visitar Paris, pois tudo nela inspira o amor.
Pois é, já faz um tempo que prometi levar você à cidade parisiense, mas ainda não pude realizar esse desejo. Com tanto romantismo associado àquele lugar, queria mesmo saber se lá há espaço suficiente para caber todo o meu amor.
Queria sentir a sonância de Edith Piaf transpor a nossa pele enquanto prendíamos mais um cadeado na Pont des Arts e poder ver do alto da Torre Eiffel o “céu azul desabar sobre nós”.
Queria encontrar os verdadeiros contos proibidos do Marquês de Sade para poder te mostrar o quanto o amor pode ser um ato de insanidade.

Queria ser o cúmplice de amor de Baudelaire, ser o personagem do romance de Trenet e, assim como fez Brassens, dedicar um “poème” a você, que é a mulher que amo e que é eterna.
Queria ainda me inspirar nos grandes filósofos, poetas e loucos franceses para poder fazer um escarcéu e escancarar ao mundo inteiro que o meu amor por você, modéstia à parte, é maior do que a própria França.
Ah, como eu queria te levar a Paris.
Por ora, embalado pelos bons “ventos” e pela “ventania” do Biquini Cavadão, ficaremos por aqui mesmo. Curaçá hoje será a nossa “cidade luz”.
E, no dia de seu aniversário, mais do que nunca, essa cidade é que vai reforçar a minha paixão por você, pois, “o amor vai sempre ser amor em qualquer lugar”.
Hoje você completa mais um ano de vida e eu comemoro por permanecer ao seu lado, dividindo alegrias e sonhos, tristezas e decepções.
Como você já deve ter notado, mais uma vez não amanhecemos em Paris, como eu havia prometido anteriormente.
E o que eu te ofereço como “presente de aniversário” não passa de meras palavras e velhas metáforas, mas posso garantir que o amor que sinto por você é tão real e tão intenso quanto o do príncipe Shah Jahan pela princesa Mumtaz Mahal.
Apaixono-me por você todos os dias, assim como Marco Antônio se fascinou por Cleópatra.
Parabéns minha Helena de Troia, minha Julieta, minha Mata Hari, minha Afrodite, minha Jaquelline.
Feliz aniversário!



