Não sei precisar a última vez que eu vi Cesinha, mas lembro que ele me deu uma carona até o Bode Assado & Cia num dia de domingo. E, como de costume, a todo encontro com ele, deparava-me com um cara alegre, educado e prestativo.
Nos tempos de infância, quando meu pai ainda trabalhava como PM, eu gostava de ir visitá-lo no “Batalhão”, e sempre encontrava com Cesinha pelas redondezas. Ele morava bem perto, quase que do lado. Foi por ali, naquela época, no início dos anos 90, que começou a nossa amizade.
Dali em diante, a gente sempre se batia por aí. Aqui e acolá, trocávamos umas ideias, tomávamos umas cervejas, falávamos de sonhos, filosofávamos sobre as coisas da vida.
Quem teve o prazer de conhecê-lo, viu o quanto seus olhos brilhavam quando se falava de amor aos seus filhos. Era um pai exemplar.
Também gostava de exibir a sua carteira de motorista. Segundo o próprio, era o seu diploma de formação. Ele amava dirigir.
Parece que estou vendo ele cantar/falar um rap longo, salvo o engano dos Racionais (não consigo lembrar qual deles), fazendo gesto com as mãos, como se aquele protesto fosse também o seu grito (e era!).
Cesinha, que virou Cesinha “Cabeção”, viveu intensamente, foi bravo, mas foi breve, e partiu tão depressa que nem deu chance de despedida.
Hoje, revirando meus arquivos, encontrei essa foto dele tirada em 2012. Na ocasião, o nosso papo era sobre política.
Bateu uma saudade, meu amigo.
#lucianolugori
#cesinhacabeção
#filófosoderuaui para editar.




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