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Clorofila Poética

Na hora do jantar

Uma mãe forte, como outra qualquer, no corte do parto, pare filho(s), c(hora) feliz no effeuiller la marguerite, bem-se-quis, bem-se-quer su(portara) a dor, numa re(velada)

Clorofila Poética

Futuro

Um salto no escuro mergulho in(seguro) noutro lado do muro só vejo monturo de coisas que não aturo da dor que não me curo em

Clorofila Poética

O Criador

O céu estava perfeito noite de in(digesta) aresta de cegueira in(finita) duma in(verdade) funesta colonizada(mente) “mal”dita im(posta) num livro bem feito d’eu’s me livro disso

Clorofila Poética

Um rio

Vejo um rio que pena, silencio não dou um pio, mas me arrepio o chio da água, grito vazio “cala”-frio, medo cio sua morte (d)enuncio

Clorofila Poética

Estrela

M(eu) caminho, re(faço) eu e vou segu(indo) em frente e chorando, e r(indo) enfrento os desa(fios) fio a fio costuro liberdade aturo a crueldade do

Clorofila Poética

Y

Dualidade, escolha, destino Variável numa equação Cromossomo masculino Equilíbrio, opostos, conexão Vitalidade, (bio)logia Simbologia, espiritualidade Motricidade, sinergia Filo(sofia), religiosidade Y, ponte entre universos físicos, místicos

Clorofila Poética

Rotineira

(des)esperança in(vadia) agia ad(ia) havia há dia que judia ardia que podia e fodia que incendia e ascen(dia) o meu dia  

Clorofila Poética

Uma ode ao Meio Ambiente

Eu estava lá e vi, naquele proscênio acadêmico, uma moça de vermelho e foi tão estranho, parecia até coisa de c’inema’ a(u)tuava, defendia e fazia

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