
Sobre pedras e memórias
E nem eram as pedras drummondianas Mas elas estavam no meio do caminho No meio duma história que ora se esvai, diluída no átimo

E nem eram as pedras drummondianas Mas elas estavam no meio do caminho No meio duma história que ora se esvai, diluída no átimo

Estou virando a página da minha existência O que passou, atravessou o tempo, é pretérito agora Levarei adiante somente o aprendizado de cada experiência

Já não era/é/será mais a mesma/outra praça de outrora Bancos, pessoas, pássaros, jardins, flores Tudo foi/vem/vai ao chão, tudo passa e fica, virou e vira

Pelos áditos dos mistérios da vida, sucumbe o homem Desce à sepultura, revestida pela frieza do mármore escuro, o corpo morbo e morto

Trinca, triverso, terna trindade Com corpo, alma e espírito Laço sagrado, terso e eterno (Poetrix dedicado à amizade valiosa de Murilo Mello e Kley Lacerda)

Lutai contra teus demônios Governai teus céus e teus infernos Ridentes, despertai teus numes, sejais teus d’eus’es. (um poetrix para segundas pessoas e para

Ele (quer)ia mudar o mundo Gritou, e(mude)ceu, morreu no âmago Depois mudou, antes, a ti (mesmo)

Vida, tão doce quanto à morte Medida por gotas de sangue Destinada pelas pontas dos dedos

Tão bravo quanto à vida Volúpia poética, leve e efêmera Terceto lépido, breve e eterno

Tudo vem de dentro, bem do íntimo da gente A vida que segue seu caminho começa lá no ventre A lágrima que escapa pelo olho
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Lugori