O Acervo Curaçaense, iniciativa louvável e meritória, vem procurando reunir e preservar, com eficiência, traços memoráveis da história de Curaçá.
De quando em vez circunstâncias me fazem bedelhar, intrometer-me onde não sou chamado. Assim, aqui o faço.
O Acervo Curaçaense sinalizou, a título de alerta, que um insigne vereador de Curaçá ventilou a hipótese de mudança do nome do Estádio Durval Santos Torres para Estádio Edson Arantes do Nascimento.
Diz o Acervo Curaçaense: “Para o conhecimento de todos, houve uma conversa de bastidor em que um dos nossos nobres edis cogitou apresentar um projeto para mudar o nome do estádio para Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé, talvez ainda comovido pelo seu recente falecimento”.
Tenho dificuldade de entender o descalabro da ideia. E tenho dificuldade de acreditar que um vereador de nosso altaneiro Curaçá se encaminhe por tamanho desatino.
Em minha humilde e insignificante opinião – que ninguém pediu, mas me atrevo a expressar – devo ponderar que a história de Curaçá merece mais estima, quiçá maior traquejo e atenção.
Peço vênia em razão de minha monumental ignorância e confesso que não tenho conhecimento de nenhuma contribuição de Pelé à história de Curaçá.
Todavia, tenho razões de sobra para bradar – e Curaçá é pródigo em exemplos – que Durval Santos Torres foi esteio, sustentáculo, pedestal de honradez e parte indestrutível da história do município.
A gratidão de Curaçá a Durval Torres cinge-se à grandeza de suas ideias.
Arranhar a história de Curaçá com iniciativas dessa natureza pressupõe descaso injustificável. É uma afronta à memória do lugar e, sobretudo, menosprezo à luta de nossos antepassados e uma forma de privilegiar o esquecimento.
Iniciativa neste sentido deve ser rechaçada de plano.
Há outras formas de luta em benefício do engrandecimento de Curaçá.
Por Walter Araújo Costa
Via Blog de Walter
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