Quem sou eu?

Meu nome de batismo é Luciano Gonçalves Ribeiro, mas já faz um tempo que renasci como Lugori, que é, aliás, como prefiro ser chamado. Sou um baiano desimportante nascido e criado em Curaçá, filho de Cleuza e de Ednor e irmão de Matheus. Sou casado com Jaque e pai de Yuri, Yelena e Ysabel. Trabalho no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) desde 2002. De lá para cá, também lecionei em escolas do Município e do Estado. Tenho formação em Biologia, em Comunicação Social/Jornalismo em Multimeios e em História, além de ter um mestrado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental. Atualmente estou cursando Biblioteconomia e Letras Português. Ainda em Curaçá, atuo nos Conselhos de Meio Ambiente e de Patrimônio Cultural. Fui o idealizador e sou o atual presidente do ACERVO Curaçaense, instituição local criada para salvaguardar o patrimônio ambiental, artístico, cultural e histórico. Sou militante de esquerda, hoje filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), e dirigente sindical. Embora eu não me considere um poeta, sou um amante da palavra e gosto de transformar “certas coisas e situações” em textos.
Prazer, Lugori!
Biografia
De Luciano a Lugori, a história de um desimportante de Curaçá
No dia 2 de janeiro do ano de 1984, no árido e fértil solo de Curaçá, sob as bênçãos do Velho Chico, e ainda envolvido de toda aquela boa energia do Ano-Novo, que remete esperança de tempo bom, um novo tempo, nasceu o fruto do amor entre dona Cleuza Gonçalves Ribeiro, uma mulher simples no sentido mais literal da palavra, dona de casa, e do policial militar Manoel Ednor Fonseca Ribeiro, Ednor de Seu Agenor, Ednor Soldado.
Batizado como Luciano Gonçalves Ribeiro, capricorniano e rebelde, brotou para vida na beira da noite no templo do próprio lar, numa pequena casa na rua Hermes Duarte Lima, “rompendo ao mundo pelas mãos d’uma estrela que, tal qual a d’alva, encheu o ocaso da tarde de janeiro de resplendor e beleza”, e voltando a costumes que não eram mais comuns para o seu tempo, foi puxado pelas mãos de uma parteira. Veio para contrariar e questionar certos padrões de normalidade da sociedade e por ser de natureza indomável e díspar, não se adequou a ser chamado apenas por Luciano, inovador por natureza fez a junção das inicias próprio nome e se fez renascer como Lugori. É irmão de Matheus Clesley Gonçalves Ribeiro.
Lugori se adequa ao jeito “louco” de ser, do poeta, escritor, pesquisador da história e, apaixonado por sua terra, alimenta-se das narrativas históricas do seu povo, da sua gente, do seu lugar.
Lugori, assim como prefere ser chamado, talvez seja um dos mais humanistas da contemporaneidade, autor de Enquanto Enlouqueço, livro-reportagem que escreveu homenageando aqueles que socialmente são tidos por “doidos”, marcados por estigmas, no seu escrito ele convida leitores a refletir sua própria sanidade. Aproveitando sua veia poética tão sensível, como mencionado anteriormente, ele é capaz de transpirar humanidade e gosta de escrever e laurear os que ele chama de “desimportantes”, figuras que não cumulam títulos, bens, mas são ricas de histórias que enriquecem as nossas vidas com exemplos de luta, coragem e enfrentamento da dura e cruel realidade de exclusão social que julga e segrega pessoas, “loucos”, pobres, os “diferentes”.
Encontrou em Jaquelline Isabel o ponto de equilíbrio para sua própria loucura, da sua rebeldia nata, da sua capacidade de fazer barulho, e desse amor fez surgir três frutos: Yuri Kauan, o primogênito de 2003, único que não carrega o sobrenome de Lugori por ter nascido antes desse epíteto ser utilizado em 2004; Yelena Zahara Lugori, nascida em 2014, o “docinho” dele; e Ysabel Ameerah Lugori, a caçula que veio ao mundo em tempos pandêmicos em finais de 2020; esses formam a trilogia Lugoriana.
Nunca teve receio de como homem ser frágil, chorar, declarar seu amor a amigos, bem como nunca se escondeu ou encobriu seus pensamentos, não se importando se incomodaria ou não a leitores, ouvintes, alunos, pessoas ao redor. É “um homem que erra, que aprende com os erros, que erra novamente, que ri, que lastima, que xinga, que roga, que tem fé, que acredita e se ampara numa força maior e divina, que tem um d’eu’s imanente, que vive entre céu e o inferno, que abomina falsidade e que é leal”.
Lugori fez Licenciatura em Ciências Biológicas, e ainda muito jovem começou a lecionar nas escolas que um dia estudou. Atuou como docente no Ivo Braga, no Manoel Novaes, no João Matos e, por fim, no José Amâncio Filho. Prestou concurso público e é servidor de carreira no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Concluiu o curso de Jornalismo, talvez ali tenha encontrado a outra metade do Lugori que faltava; perambulou ainda, numa viagem bem rápida, pelos cursos de Direito e Ciências Sociais, mas desandou deles; hoje é mestrando em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental e graduando em História. Por anos presidiu a Associação de Estudantes de Curaçá (ASSEC), é militante no movimento sindical e Diretor de Base do Sindicado dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (SINDAE) e membro dos Conselhos Municipais de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e de Patrimônio de Patrimônio Cultural. Tentou ser político (aliás, ele é!) e foi candidato a vereador por duas oportunidades, em 2008 e 2012. É defensor ferrenho de seus ideais e convicções, levanta as bandeiras da educação, do meio ambiente, da cultura e da história com força e coragem. Foi o idealizador do Projeto Acervo Curaçaense, hoje associação de defesa e salvaguarda do patrimônio ambiental, artístico, cultural e histórico de Curaçá.
Recentemente, metamorfoseou-se e se transformou em ator no espetáculo Paulo Cézar com Z de Zilene, peça teatral biográfica de PC Torres, onde atuou como coprotagonista, fazendo o personagem do próprio homenageado, e mais uma vez, reafirmou sua paixão pela história viva de Curaçá e de seu povo.
Lugori é patrimônio intelectual, histórico, é nosso, é do mundo, e talvez seja o mais “desimportante” de todos os “desimportantes” que Curaçá já pariu.
Curaçá-BA, 21 de julho de 2023.
(um amigo, também desimportante e uma testemunha ocular do amor de Lugori por Curaçá)
Lugori, um “louco” apaixonado por Curaçá
Ele nasceu em Curaçá, na Bahia, em 02 de janeiro de 1984. Foi batizado como Luciano Gonçalves Ribeiro, mas com o tempo ganhou a alcunha de Lugori e assim ficou conhecido. Aliás, é dessa forma que ele prefere ser chamado. É filho de Manoel Ednor Fonseca Ribeiro e Cleuza Gonçalves Ribeiro, ambos com raízes no Barro Vermelho, distrito do município. É irmão de Matheus Clesley Gonçalves Ribeiro. Atualmente é casado com Jaquelline Isabel Pereira Martins, com que tem três filhos: Yuri Kauan, Yelena Zahara e Ysabel Ameerah, nascidos nessa ordem. As meninas também ganharam o “sobrenome” de Lugori. Já o primogênito não o tem no nome porque o apelido surgiu somente em 2004, um ano depois do seu nascimento. É Servidor Público Municipal, lotado na administração do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), e professor do Centro Territorial de Educação Profissional José Amâncio Filho (CETEP-JAF). É também “metido” a poeta e escritor. Ainda atua como pesquisador e desde 2009 estuda, registra e divulga temas referentes à história de Curaçá em suas páginas pela internet.
Lugori é licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de Pernambuco (UPE), bacharel em Comunicação Social (com habilitação em Jornalismo em Multimeios) pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e graduando em História pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER). Possui especialização em Gestão Ambiental pela Realiza Projetos Educacionais e em Gestão e Tecnologias Ambientais pela UniAraguaia. Atualmente está cursando mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (PPGEcoh) da UNEB
Durante os estudos de Jornalismo, entre 2009 e 2013, Lugori criou um blog com objetivo de divulgar pesquisas acadêmicas que pautavam estudos sobre Curaçá. Em dezembro de 2010, juntos com outros colegas da Associação de Estudantes de Curaçá (ASSEC), organizou a 1ª Amostra Científica de Curaçá (AMOCC), cujo propósito era expor alguns temas científicos desenvolvidos por estudantes nas universidades do Vale do São Francisco sobre a região do município de Curaçá, assim como, instigar o debate e a reflexão sobre assuntos locais. Foi nesse evento que surgiu a ideia de criar o Acervo Curaçaense, projeto para registro, resgate e difusão do patrimônio artístico, ambiental, cultural e histórico.
Lugori também escreve, como ele mesmo denomina, alguns rabiscos poéticos. Inclusive já participou de alguns concursos literários enviando seus textos para publicação em coletâneas. Louco e apaixonado por Curaçá, gosta de homenagear as pessoas da sua terra, de modo especial àquelas que ele chama de “desimportantes”, não sentido pejorativo da palavra, pelo contrário, pois muitas vezes esquecemos de escrever e registrar a história das pessoas que fazem o mundo acontecer por elas não pertencerem a uma classe privilegiada e não fazerem parte da “fina flor da sociedade”. Ou seja, são pessoas importantes, mas invisíveis. Um fruto dessa marca de Lugori é um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre os ditos “doidos” de Curaçá, que gerou o livro-reportagem “Enquanto Enlouqueço”, que apresenta o perfil de alguns personagens da cidade.
Em 2008 e 2012, Lugori se candidatou a vereador da sua cidade, mas não obteve êxito. Militante das causas sociais e ambientais, Lugori foi presidente da Associação dos Estudantes de Curaçá (ASSEC) entre 2009 e 2014. Atualmente é membro com Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMA) e da Associação Brasileira de História Oral (ABHO).
Lugori é uma pessoa cheia de histórias e de amor por Curaçá e seu povo. Como ele mesmo gosta de falar, ele é apenas mais um “louco desimportante” apaixonado por sua terra natal.
Curaçá-BA, 04 de abril de 2022.
(Biografia apresentada à disciplina Sociologia e Educação, do Curso de Pedagogia da UNEB, do professor Cosme Batista dos Santos)
Linha do Tempo
HOMENAGENS
Artista Inquieto
Luciano Gonçalves Ribeiro
LuGoRi de Curaçá
Menino Retado, Cientista Dotado
MeReCiDo dom de cativar…
Reclamão, Tagarela, Doutrinado
ReTaDo!
Seu olho brilha quando fala da família
Sua chama acende pela injustiça
Um forte coração valente
Gritador e dissonante
Um professor artista, poeta, jornalista, sapiente
Abraça o mundo e sofre pesado
Solta tudo e sofre vazio
Exagerado, jogado aos pés da arte
Ao meu Amigo querido, meu abraço e minha admiração, mando vibrantes, para te saudar.
Por Murilo Melo
02.01.2025
Transmutação Lugoriana
Intelectual febril
apaixonado pela complexidade,
Seu espírito imerge na transgressão e criatividade.
A loucura lhe fascina, uma das suas grandes paixões,
Sua eterna menina, fruto de escritas e ambições.
Ele não vê um louco, mas histórias e transformações,
Ele é caos, genialidade, melancolia, sensibilidade,
Intensidade, beleza, angústia e profundidade,
Sempre buscando um caminho para a liberdade.
Vai além das rimas, rompendo o “normal”,
Pois ele quebra padrões e revela hipocrisias,
Experimenta as normas humanas entre doçuras e amarguras,
Desvendando camadas ocultas do cotidiano.
Transcende o óbvio e se expressa na arte e na literatura,
Um manifesto da alma em meio a tanta loucura
Sua essência é um convite à reflexão, uma dança entre ruptura e a criação.
E para resumir, deixo que Raul Seixas “fale”, definindo-o bem com apenas 15 palavras:
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.
Por Kley Larceda
03.01.2025